Freud – Desejo e incosciente

Freud – Desejo e inconsciente

Publicidade

A publicidade é hoje uma actividade imprescindível para a comercialização de produtos, bens e serviços. Omnipresente no quotidiano, ao utilizar as técnicas da comunicação de massas, a publicidade visa, não só, informar sobre os produtos que anuncia, mas também canalizar a nossa atenção, o narcisismo e o desejo inconsciente. Ao prometer benefícios, suscita o interesse dos consumidores, tendo como objectivo último conduzir à compra.

Mecanismos psicológicos

Um dos mecanismos psicológicos frequentemente utilizado pela publicidade é a persuasão. Pretende-se convencer o destinatário a comprar, convencendo-o da utilidade e agradabilidade do produto, recorrendo à argumentação racional, à demonstração ou a testemunhos de pessoas conceituadas. Um outro mecanismo frequente é a associação de determinada marca ou produto a símbolos valorizados, sonhos ou emoções agradáveis, que suscitam no destinatário a vontade inconsciente e irracional de identificação (ex: beleza, aventura, poder, etc.)

A teoria psicanalítica e a felicidade

Para entender a relação psicanálise e felicidade, precisamos resgatar alguns de seus conceitos e categorias. O primeiro deles é o desejo. O desejo é humano,  demasiadamente humano. O desejo  (D.: Wunsch), tal como é entendido pela psicanálise, não é a mesma coisa que a necessidade. Enquanto necessidade é um conceito biológico, natural, implica uma tensão interna que impele o organismo numa determinada direcção no sentido de busca de redução dessa tensão ou satisfação, logo, a auto conservação  (ex. necessidade de fome, então buscamos comida), o desejo, sendo de ordem puramente psíquica,  é desnaturado e como tal pertence à ordem simbólica. Enquanto a necessidade é biológica, instintiva e busca objectos específicos (comida, água, etc.) para reduzir a tensão interna do organismo, o desejo não implica uma relação com esses objectos concretos, mas sim, com o fantasma ou fantasia. Ou seja, “o fantasma é, ao mesmo tempo, efeito do desejo arcaico inconsciente e matriz dos desejos actuais, conscientes e inconscientes”  (CHEMAMA, 1995: 71).

 

~ por Cátia em Fevereiro 10, 2010.

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