A importância do afecto materno

A Importância do afecto materno

 

Muitos psicólogos se têm dedicado ao estudo da faltado afecto materno.

A psicanalista Ana Freud fez observações em infantários fundados no tempo da guerra para acolher os filhos das mães trabalhadoras cujos maridos se tinham alistado em combate. Estas crianças eram bem cuidadas em termos de alimentação e higiene, no entanto, quase todas apresentavam perturbações emotivas e atraso no desenvolvimento, por falta de afecto materno.

 Estudos realizados por Spitz

Spitz efectuou estudos semelhantes, observando crianças abandonadas que passaram a viver, desde os primeiros meses de vida, em orfanatos e outras instituições similares. Spitz concluiu que a privação dos cuidados e aconchego maternos levavam à morte e dificuldades no relacionamento entre as pessoas.

 Bowlby

 As observações de Bowlby são mais recentes e foram feitas em crianças de tenra idade. Bowlby concluiu que quando as crianças são afastadas da família por períodos de tempo superiores a 3 meses, vêm a sofrer de perturbações que se desenvolvem em 3 fases: inicialmente, mostram desespero; em seguida, irritação e cólera, mesmo em relação à família; por último caem num estado de indiferença e apatia.

Harlow realizou experiências notáveis em que macacos eram criados por 2 mães artificiais, sendo que uma era feita de arame, tinha uma espécie de biberão onde eles se alimentavam; outra, revestida de material felpudo, proporcionava aos macaquinhos um contacto macio e agradável.

Harlow verificou que os animaizinhos estabeleceram uma relação afectiva com a mãe de veludo, ficando a maior parte do tempo abraçados a ela na procura do conforto que a “mãe de arame” não lhes podia dar.

Mesmo quando sentiam fome ou queriam explorar objectos nas imediações, procuravam uma posição que lhes permitisse não perderem o contacto com a mãe mais confortável. Mal se apercebiam da presença de objectos estranhos, corriam para ela e agarravam-se-lhe com todas as forças.

Pouco depois, acalmavam-se ao seu colo e observavam os objectos.  Parecia estarem a viver um conflito entre o medo que o “estranho” lhes provocava e a curiosidade que sentiam pela “novidade”.

A pouco e pouco, iam explorando os objectos, usando a mãe como base de apoio: corriam a tocar num objecto e regressavam rapidamente; voltavam aos objectos mais calmamente e, alguns, transportavam os objectos para junto dela.

Harlow concluiu assim a “mãe de veludo” dava-lhes sentimentos de segurança que contribuíam para a perda de receio.  

Conclusão

A relação afectiva entre o filho e a mãe traduz-se pelo desejo da presença desta e do seu contacto. A satisfação da criança reside em experiências como: estar ao colo, ser embalado, abraçado, e beijado, receber afagos, festas e carícias.

~ por Cátia em Fevereiro 12, 2010.

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