Uma síntese do essencial sobre a Inteligência

 

•   Sendo a inteligência uma capacidade humana de grande complexidade, a sua definição não é unívoca. São vários os aspectos envolvidos na definição da inteligência.

•   Geralmente, define-se inteligência como a capacidade de adaptação ao meio, de pensar abstractamente, bem como a capacidade de aprender.

•   Podem-se distinguir vários tipos de inteligência. Geralmente distingue-se inteligência prática (capa-
cidade de resolver situações, problemas concretos) e inteligência conceptual (capacidade de resolver problemas abstractos). A inteligência social, referida por alguns autores, estaria na base dos comportamentos interpessoais.

•   A Escala Métrica de Inteligência criada por Binet e Simon foi o primeiro instrumento para medir, através
de testes, as capacidades mentais.

•   O quociente de inteligência (QI) é a razão entre a idade mental (IM), avaliada pela aplicação de testes, e a idade cronológica (IC).

•   Os testes de inteligência têm sido objecto de muitas críticas. De entre as críticas podem-se destacar as limitações que resultam do facto de os testes avaliarem um número reduzido de capacidades intelectuais, de avaliarem os resultados e não os processos mentais, de decorrerem numa situação artificial. A absolutização dos resultados dos testes conduz a erros de avaliação.

•   As limitações dos testes de inteligência não impedem a sua utilização.

•   A aplicação destes instrumentos pode ser muito útil no processo de diagnóstico.

•   Um dos objectos de investigação sobre a inteligência tem sido a identificação da sua composição e
estrutura.

• A análise factorial da inteligência é um método estatístico que visa correlacionar as diferentes capacidades intelectuais a partir do resultado da aplicação de testes.

•   Alguns psicólogos defenderam a existência de uma inteligência ou factor geral da qual dependeriam
aptidões específicas.

•   Spearman considerava que o factor g (factor geral) seria a inteligência geral, de origem hereditária, que estaria na base das actividades intelectuais. Os factores específicos (factores s) dependeriam do factor g.

•   Criticando esta concepção, Thurstone nega a existência do factor geral considerando que a inteligência é composta por vários factores (concepção multifactorial).

•   Thurstone define sete aptidões mentais primárias ligadas a tarefas específicas, visualização espacial, capacidade e rapidez, perceptivas, compreensão verbal, fluência verbal, memória, raciocínio e aptidão numérica.

•   A existência de diferentes aptidões mentais primárias explicaria por que razão uma pessoa poderá
manifestar uma grande capacidade numa aptidão e uma menor capacidade noutro domínio.

• Tal como outras capacidades humanas, a inteligência depende de vários factores podendo-se salientar: factores hereditários, factores sociais e expectativas. Estes factores interagem entre si.

•   O pensamento convergente e o pensamento divergente são dois processos para resolver problemas.

•   Enquanto que o pensamento convergente está orientado em direcção a uma resposta que surge
como a melhor e a mais correcta, o pensamento divergente direcciona-se para várias soluções originais para o mesmo problema.

•   Apesar de distintos, o pensamento convergente e o pensamento divergente funcionam complementarmente, estão em constante interacção.

•   A criatividade é uma manifestação do pensamento divergente.

•   A criatividade caracteriza-se pela originalidade, fluidez e flexibilidade.

~ por Cátia em Abril 22, 2010.

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